quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

NOVEMBRO DE 1994





Muitos anos depois foi se dar conta de que o medo e perseguição que a acompanhou poderiam ter sido diagnosticado como uma primeira crise de esquizofrenia.
A noite foi de susto e correria. Notou ao longe a presença de um carro que as observava. Numa tentativa frustrada de contato com sua possível defesa, foram surpreendidas por quase um exército armado que corria como cães furiosos a caça do inimigo. Olhou pra trás e sua suspeita foi confirmada quando 3 homens mal encarados e também armados caminharam em direção ao telefone público da praça da tão famosa “ Estação da Luz “.
Foram obrigadas a subir ao apartamento que revirado por bandidos de farda procuravam em lugar errado o crime perfeito.
De costas na parede do corredor interno do prédio sentindo um tremor nas pernas e as mãos geladas, tentava acalmar a mais velha e protetora. Não estava preocupada com si, preocupava-se em consolar o choro descontrolado da mãe que responsável pela criança de apenas 13 anos não sabia como resolver a situação em que mais uma vez foi submetida pelo companheiro em fuga.
Aproximou-se um jovem senhor, calvo  e moreno anunciando ser o delegado. A procura não findava nunca e as vozes se misturavam ao meio da bagunça do apertado e observado apartamento do centro da cidade.

O dia chega e o sol marca firmemente sua presença naquela manhã de quarta – feira do mês de novembro de1994.