Nada contra, mas tenho meu ritmo e sou feliz no meu compasso.
Não preciso sair todos os finais de semana, o fim de semana inteiro, nem me jogar numa balada muito louca, onde todos gritam ninguém se ouve e parece que o mundo vai acabar caso o nível etílico esteja baixo.
Saio quando quero. Faço os programas que gosto. Nunca me divirto por obrigação.
Uma peça, um encontro com amigos, um café, um bom filme na madrugada, um final de tarde em frente ao mar, o céu no meu terraço...qualquer coisa pode ser motivo de alegria. Afinal, estamos vivos, desfrutando de tantas coisas boas sem perceber.
Não sinto solidão, mas às vezes sinto falta de pessoas que amo.
Ainda não entendi como tantas pessoas com interesses afins não se juntam para aproveitar coisas boas da vida. Mas essa é uma imensa digressão!
Sinto-me estranha ao ter que responder, com freqüência: o que você faz em casa numa sexta-feira a essa hora?
Confesso que minha criatividade está acabando e não sei mais como reagir a isso. Talvez valha uma dissertação de mestrado - A necessidade do indivíduo pós-moderno: fugir de si mesmo nos finais de semana!
Por favor, antes de qualquer coisa, tente entender que gosto de mim mesma e isso não me faz gostar menos dos outros; adoro estar comigo e também amo estar entre os que gosto, mesmo aqueles que ainda não conheço o suficiente para ter certeza que gosto; fujo de gente mal-humorada, agressiva, e rancorosa, e, apesar de rotular, tenho humildade suficiente para reavaliar e reconhecer meu erro... Ou seja, estou sempre avaliando - a mim, aos outros, os ambientes, as situações.
Estou em constante exercício mental. Se pareço parada, não se iluda. Há muita coisa acontecendo sem que você perceba!
